Vamos insistir no erro. Trocamos apenas um fundo, VRTA11 por FEXC11B. É uma troca baseada na queda sofrida pelo segundo.
XPCM11: O fundo está rendendo 1,42% ao mês. A probabilidade de saída da Petrobras do imóvel é mínima. Um eventual revisional negativo seria insuficiente para reduzir o DY para menos de 1%. O prédio está literalmente entulhado de funcionários. O único problema deste fundo é a especulação, que deve permanecer implacável nos próximos meses.
SDIL11: O risco se elevou bastante neste fundo, mas a queda foi exagerada. A vacância elevada deve continuar por alguns meses, mas em algum momento o fundo deverá se recuperar, especialmente em função da qualidade dos imóveis Com a vacância prevista (mas ainda não confirmada), o DY deve ficar em 0,99% ao mês. E, quando a vacância for confirmada, o fundo receberá R$ 0,493 por cota de multa (4,41 aluguéis).
NSLU11B: Aqui o risco é do hospital ser fechado. Lógico que o fundo também pode ser alvo de um "ataque especulativo". Deixando de lado as especulações, continua sendo um ótimo fundo.
FEXC11B: Outro fundo que andou sofrendo com a especulação sem limites. Falou-se em problemas com os CRIs, presença de insiders, taxação dos FII's. Resultado: o fundo caiu em janeiro 12,6% (e foi só isso porque nos 2 últimos pregões do mês experimentou uma alta de quase 6%). Os CRIs que compõem o fundo possuem seus riscos, mas vale lembrar que em outubro o que parecia ser mais problemático recebeu garantias adicionais. Novamente, o maior problema que esse fundo deverá enfrentar é a especulação.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Ganhando com CEMIG
Novamente aqui, como ganhar numa açõa em queda, com risco praticamente nulo? Arbitragem com CEMIG!
A postagem explicando está aqui: http://soroban.blogspot.com.br/2014/06/dica-de-como-ganhar-com-cemig.html
Então, trocamos CMIG3 por CMIG4 em 07/01/2016 e desmontamos a operação em 29/01/2016, com 7,5% de lucro. O papel continua fraco, acumulando uma expressiva queda, mas quem não quer realizar prejuízo pode continuar ganhando fazendo essa simples operação. No gráfico, em azul CMIG3 e em roxo CMIG4.
A postagem explicando está aqui: http://soroban.blogspot.com.br/2014/06/dica-de-como-ganhar-com-cemig.html
Então, trocamos CMIG3 por CMIG4 em 07/01/2016 e desmontamos a operação em 29/01/2016, com 7,5% de lucro. O papel continua fraco, acumulando uma expressiva queda, mas quem não quer realizar prejuízo pode continuar ganhando fazendo essa simples operação. No gráfico, em azul CMIG3 e em roxo CMIG4.
Avaliação das indicações de janeiro/16
Janeiro foi o mês da especulação. Aquilo que comumente se via
no mercado de ações, em small-caps com pouca liquidez e micos, agora se faz nos
FIIs. Funciona assim: pega uma notícia positiva ou negativa e se trabalha com
ela, exagerando e disseminando. É como a brincadeira do telefone sem fio. Logo,
nem os fatos resistem, a racionalidade desaparece. No mercado acionário, movimentações atípicas
podem gerar investigações, mas no mundo dos FII’s, os controles ainda são
precários. Numa economia em crise, com os imóveis perdendo valor e vacância em
alta, fica fácil fomentar o pessimismo.
Para completar o clima de fim de mundo, um projeto no
congresso que prevê o fim da isenção do Imposto de Renda para os FIIs. O
projeto, se for aprovado neste ano, só vai afetar o setor a partir de 2017 e, o
principal, o atual estoque de FIIs não será afetado (como ocorreu com a
cardeneta poupança quando houve mudança nas regras). Quem especula,
evidentemente esconde tais detalhes, e apenas diz que o fim da isenção do IR é
eminente (na verdade, o projeto é mais uma forma de forçar a aprovação da CPMF,
uma “chantagem” com as instituições financeiras, que desde então passaram a
defender a volta do imposto do cheque).
A tempestade poderia ser mais do que perfeita se o COPOM
tivesse aumentado a taxa de juros, o que não ocorreu. Mesmo assim, o resultado de
tanta especulação foi um desastre: queda de 6,17% no IFIX. O blog que teve a sorte
de indicar dois fundos que foram de intensa especulação sofreu muito mais:
queda -10,2%. Vale uma análise mais detalhada deste fracasso:
XPCM11: Queda de 14,8% no mês. Em 30/12/2015 esse fundo
valia R$ 72,60. Em 27/01/2016 chegou a uma mínima de R$ 53,20, queda de 26,7%. Em
29/01/2016 depois e já estava em R$ 61,98, alta de 16,5% em dois dias. O que
explica? Ao longo do mês esse fundo foi vítima de uma intensa boataria. Os
problemas do ALMB11 e XTED11 foram usados como justificava. Foi um vale tudo,
com gente dizendo que havia reunião da administradora com a Petrobras e uma
fato relevante era eminente, que a Petrobras estaria desativando suas operações
em Macaé (!?), que haveria demissões na Petrobras e o prédio seria desnecessário,
que não havia mais petróleo a explorar na bacia de Campos, e outras ainda mais
absurdas. De nada valeu declarações de quem conhece a situação de que
dificilmente a Petrobrás poderia abrir mão do imóvel, visto que ele é mais do que
um centro administrativo, tendo sido customizado para acolher parte do controle
operacional das atividades da Petrobras na região. A boataria só se reduziu no
final do mês, quando um relatório mostrou que o prédio já abrigava 1.300
funcionários em 12 andares e a Petrobras estava comprando e montando o
mobiliário para o último andar vago (se a empresa pretende sair do imóveis,
porque estaria investindo nele?). A verdade é que a possibilidade da Petrobras
abandonar o prédio , mesmo parcialmente, é baixíssima. Mesmo que ocorra um
forte revisional negativo, o fundo ainda exibirá um DY mensal superior a 1%.
SDIL11: Queda de 18,5% no mês. Aqui uma combinação de fatos
e especulação. O fato: a BR Foods anunciou a intenção de devolver três módulos,
dos 17 que aluga, o que equivale a 16,5% da receita do fundo. Considerando que
o fundo já exibia um DY extremamente elevado, por conta de eventuais riscos,
esperava-se uma queda de uns 10%. Mas, alguém viu no fato mais uma oportunidade
para especular. Então, a bem conhecida onda de boatos: o fundo está mal
localizado, no meio do mato, a BR Foods está com dificuldades com o mercado
interno, o aluguel dos módulos é excessivamente elevado, o Rio de Janeiro está
em crise (e os cariocas vão trocar a carne por mato), que a BR Foods vai
devolver tudo, etc.Mas quem tiver tempo de acessar o Google Maps verá que o
imóvel fica ao lado do Aeroporto do Galeão, próximo ao porto do RJ, na divisa
do município do Rio de Janeiro e a baixada fluminense, com uma excelente
estrutura viária. A saída da BR Foods de alguns módulos, se traz problemas no
curto prazo, é altamente benéfica para o fundo no longo prazo, pois os 3
módulos que serão devolvidos (quase se confirme, pois o que existe é uma
intenção), ficam ao lado de um módulo que está desocupado e que torna-se agora competitivo,
por poderem ser alugados de forma conjunta. O imóvel da SDIL11 não pode ser
comparado com os imóveis da TRXL11 e muito menos com o do EURO11. (Nota: houve
uma acusação de insider, por conta de um negócio ocorrido na véspera do fato
relevante, mas um negócio isolado, com valor financeiro ridículo é obra de
insider?)
NSLU11B: queda de -3,7%. Não houve notícia, fato relevante
ou especulação. Aqui valeu o efeito manada.
VRTA11B: queda de -3,7%. Outra vítima do efeito manada.
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Botando Terror
Crise econômica, bolsa em queda, escândalo na Petrobras,
impeachment da presidente, queda no valor dos imóveis, aumento da vacância. Não
faltam motivos para a queda das cotações do FIIs. Mas uma parte desta queda
está relacionada a certo terrorismo que tomou conta do mercado. É preciso tomar
cuidado para não ser engolido pelos “tubarões”:
1 - Tributação:
Essa é a melhor arma de quem quer botar terror no mercado. A
Medida Provisória 694/15 ganhou um monte de “jabutis”. Entre eles o que retira a
isenção do IR para os FIIs. De fato, quando foi apresentada, era algo muito
preocupante. Mas, ainda em 2015, a proposta foi alterada e ficou com o seguinte
texto:
“Parágrafo único. A
partir de 1º de janeiro de 2016, os fundos de investimento imobiliário
existentes na data da publicação desta Lei continuarão sendo tributados de
acordo com a legislação vigente em 31 de dezembro de 2015 desde que não haja
novas captações de recursos ou emissão de novas cotas após 1º de janeiro de
2016.”
Duas coisas ficam claras a partir do texto:
- A tributação só passa a valer no período (ano) seguinte.
Portanto, se for aprovada em 2016, só valerá a partir de 2017;
- A tributação só é valida para as novas emissões.
Fica evidente que existe uma intenção de alguns em confundir e tumultuar o mercado
na medida que se oculta o referido parágrafo da lei.
2 - Crise na Petrobras
Todos sabem que há uma grave crise na Petrobras e que ela
está cortando custos. Mas isso não significa que todos os prédios ocupados por
ela serão desocupados, que uma parcela significativa dos funcionários será
demitida e que Macaé virará uma cidade fantasma. O preço do petróleo é cíclico,
e possui uma tendência de alta no longo prazo. O óleo da Bacia de Campos e do Pré-Sal não vão desaparecer e, em algum momento, se tornará viável sua extração. A revisão de
alguns contratos pela Petrobras é previsível, mas a simples desocupação é mais
difícil, pois envolveria buscar novos espaços, ou demitir milhares de funcionários (a contra-gosto do governo). Uma redução do
pessoal embarcado, transferido para atividades administrativas, apenas reforça
a necessidade de ter espaços disponíveis.
Pior é dizer que um prédio customizado será bruscamente
desocupado. Apesar dos casos de corrupção, ainda existe vida inteligência na
Petrobras. Até o momento, não existe qualquer sinal que o dia do juízo final
chegará. Mas, é claro, não faltam os profetas.
3 - Crise econômica
A crise econômica que o país vive de fato pode provocar um
aumento da vacância dos imóveis, afetando o valor dos FIIs. Trata-se de um ótimo argumento para justificar a queda dos FIIs. Mas o efeito sobre os fundos
não é homogêneo. Pode parecer contraditório, mas são os fundos multi-inquilinos
e multi-imóveis que mais absorvem os efeitos da crise. Os mono-inquilinos ou
mono-imóveis vivem outra realidade. Por exemplo, no Fundo Hospital da Criança a
vacância ou é 0% ou é 100%. Para esses fundos, o que vale é a situação do
setor. Para um AGCX11, XPCM11, NSLU11B ou FAED11B, o que interessa é a estratégia e a situação da empresa inquilina.
4 - Taxa de Juros
Inflação elevada geralmente se combate com elevação da taxa de
juros, o que torna os FIIs menos atrativos e, consequentemente, provoca queda
nas cotações. A atual equipe econômica do governo é um tanto heterodoxa e não
pretende aumentar, por enquanto, os juros. Portanto, não basta simplesmente a
inflação estar elevada para concluir que as cotações devem cair. Até porque,
alguns fundos de papel são beneficiados pela elevação da inflação.
Por fim, quem é profundo conhecedor do mercado pode ser pessimista
ou otimista em seus comentários. Mas antes de tudo, deve procurar esclarecer, e não
simplesmente botar terror no mercado.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Resultado das indicações de dezembro de 2015
Dezembro foi um péssimo mês para os FIIs. Além da recessão e do aumento da vacância, tivemos um "jabuti" numa Medida Provisória que permitiria a cobrança de IR dos FIIs. O resultado foi uma queda generalizada, que não foi recuperada mesmo depois que o "jabuti" isentou os atuais fundos. O IFIX teve um rendimento negativo de -2,96%. Nossas indicações, considerando os proventos, tiveram uma queda de 2,1%. Resumo do resultado:
XPCM11: -3,3%
VRTA11: -4,3%
NSLU11B: -1,3%
XPGA11: +0,7%
XPCM11: -3,3%
VRTA11: -4,3%
NSLU11B: -1,3%
XPGA11: +0,7%
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Indicações para Janeiro de 2016
Nesse mês optamos por trocar apenas XPGA11 por SDIL11. Os fundos indicados no mês de dezembro tiveram forte desvalorização, sem uma boa justificava. O resultado foi a elevação dos DYs. Pode-se dizer que estamos num bom momento para se adquirir FIIs, mesmo com a ameaça de tributação. Por sinal, pela última versão do projeto proposto, somente seriam tributados os fundos adquiridos a partir de 2017.
SDIL11: Fundo de tijolo com DY superior a 1% ao mês. Algo raro.
XPCM11: A saída da Petrobrás da Torre Almirante trouxe novamente o medo da vacância. Mas uma coisa é mover a equipe administrativa, outra é abrir mão de um centro operacional. A possibilidade que ocorra vacância é mínima.
NSLU11B: Afetado em dezembro pelos boatos de tributação nos FIIs. É monoimóvel, monoinquilímo, mas esse é um risco que se administra diversificando a carteira.
VRTA11: Fechou 2015 com um DY de 13,45%. Melhor fundo de papel.
SDIL11: Fundo de tijolo com DY superior a 1% ao mês. Algo raro.
XPCM11: A saída da Petrobrás da Torre Almirante trouxe novamente o medo da vacância. Mas uma coisa é mover a equipe administrativa, outra é abrir mão de um centro operacional. A possibilidade que ocorra vacância é mínima.
NSLU11B: Afetado em dezembro pelos boatos de tributação nos FIIs. É monoimóvel, monoinquilímo, mas esse é um risco que se administra diversificando a carteira.
VRTA11: Fechou 2015 com um DY de 13,45%. Melhor fundo de papel.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Indicações para o mês de dezembro
Como sempre fazemos, retiramos o que teve uma alta excepcional, no caso SDIL. Já EDGA11B sai por conta dos problemas com locatários, especialmente o aumento da vacância. Para os lugares, um fundo de papel e outro de tijolo.
XPCM11: lentamente está corrigindo, preço ainda muito baixo.Continua na carteira;
VRTA11: ainda está barata;
NSLU11B: velho conhecido. Os tempos conturbados passaram, mas os preços ainda carregam esse passado;
XPGA: mais uma tentativa. Sua carteira de CRIs dá medo, mas o valor está atrativo.
XPCM11: lentamente está corrigindo, preço ainda muito baixo.Continua na carteira;
VRTA11: ainda está barata;
NSLU11B: velho conhecido. Os tempos conturbados passaram, mas os preços ainda carregam esse passado;
XPGA: mais uma tentativa. Sua carteira de CRIs dá medo, mas o valor está atrativo.
Resultado das indicações de novembro
O desempenho das indicações do blog este mês não foi excepcional, mas também não decepcionou. SDIL11 era a barbada do mês. EDGA11B foi o único com resultado negativo. No geral, conseguimos uma rentabilidade de 2,2%, considerando os proventos, e 1,1% sem os proventos. O IFIX, que usamos para comparação de desempenho, fechou com 1,5%.
SDIL11: teve uma expressiva alta em novembro, acumulando 5,9%. Barbada.
VRTA11: com 2% de alta, ficou abaixo de nossas expectativas.
EDGA11B: um dia após indicarmos veio a notícia de nova vacância. Resultado: -1,8%
XPCM11: está corrigindo os preços. Alta de 2,5%.
SDIL11: teve uma expressiva alta em novembro, acumulando 5,9%. Barbada.
VRTA11: com 2% de alta, ficou abaixo de nossas expectativas.
EDGA11B: um dia após indicarmos veio a notícia de nova vacância. Resultado: -1,8%
XPCM11: está corrigindo os preços. Alta de 2,5%.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
FII: Indicações para o mês de novembro/15
Para
o mês de novembro vamos retirar três indicações: RDRB11 sai
porque foi uma indicação visando apenas aproveitar o gordo rendimento de
outubro. Não faz sentido mantê-lo na carteira. Já FEXC11B sai porque, após as
fortes altas de outubro, a tendência é que haja uma correção, apesar de manter
um DY elevado. Por fim, retiramos RNGO11 que está com problemas de vacância. A
alta deste fundo em outubro, apesar de modesta, aproximou a cotação de seu valor
justo. No lugar desses três pápeis escolhemos um fundo conservador, de tijolo,
que já poderia ter sido indicado no mês anterior (SDIL11), um fundo de papel
que continua dando um show no quesito DY (VRTA11) e um fundo que está com o
preço “errado” (EDGA11B). Essa mudança radical não é um estimulo ao giro (com
exceção de RDRB11), mas apontar o que é oportunidade no momento.
SDIL11:
há muito tempo queremos indicar esse fundo, de galpões logísticos. Está
com vacância em um de seus imóveis, mas mesmo assim mantém um bom DY. É um
investimento de longo prazo, visto que em algum momento essa vacância vai
terminar.
VRTA11:
volta para a carteira, substituindo FEXC11B. Fundo de papel, de elevado DY.
EDGA11B:
Entra no lugar de RNGO11. Seu valor atual está errado, apesar dos problemas
enfrentados pelo fundo. Explicando, existem vacâncias e inadimplências afetando
os rendimentos. No mês de outubro foi anunciado um valor excepcionalmente elevado de
proventos, R$ 0,7556, elevando seu DY para 1,23% ao mês. Mas esse valor não
pode ser considerado como normal. Para os próximos meses a tendência é que o
fundo distribua valores menores. Então, por que investir nesse fundo
problemático? Simples, ele registra uma queda no ano de 20% nas cotações (contra uma alta de 7% do IFIX). É muito para um fundo que
acumula um rendimento (DY) 13,4% em 12 meses.
XPCM11:
reagiu bem em outubro (+4,2%), mas ainda está com um preço abaixo do justo. Única das indicações do mês anterior mantida.
Resultado das indicações do mês de outubro/2015
As indicações do blog para o mês de outubro renderam 6,2%,
considerando os proventos. Sem os proventos o rendimento cai para 4,2%. Tal
resultado foi muito superior ao registrado pelo IFIX no mês, que foi de 2,14%. Com isso, interrompemos uma sequência de resultados medíocres. O melhor desempenho veio
do FEXC11B, comprovando que o preço deste ativo estava “errado”, vítima de
boatos. O mercado, como um todo, teve uma boa recuperação em outubro, apesar do
cenário desafiador. Segue a análise individual das indicações.
RBRD11: Fechou o mês com valorização da cota de 2,9%.
Considerando os proventos, a valorização chega a 7,4%. Ao longo do mês o ativo
ofereceu diversas oportunidades de compra na casa de R$ 63,00. Quem aproveitou
a alta dos últimos pregões pode sair com algo próximo a 4% de lucro. Quem
permaneceu com o ativo na virada do mês terá que ter cuidado ao vender. Nos dois
últimos anos tivemos comportamentos oposto no mês seguinte ao “outubro gordo”.
Em 2013 praticamente não houve alteração nas cotações no mês de novembro. Já em
2014 houve uma forte queda. Portanto, é preciso saber encontrar o melhor
momento de sair. Todavia, manter esse ativo encarteirado não compensa.
FEXC11B: Alta de 9,1%, provando que os preços estavam “errados”,
principalmente por conta de boatos. No meio do mês houve uma elevação das
garantias dos CRIs ligados a construtora PDG, trazendo mais tranquilidade ao
mercado.
XPCM11: Alta de 5,3%. Outra vítima de boatos que não se
confirmaram. A Petrobras não deixou o edifício e as especulações se reduziram.
RNGO11: Teve um desempenho mais fraco, mas ainda assim bom,
com alta de 2,9% (1,8% sem os proventos). O imóvel vai sofrer com o aumento da
vacância, mas a queda sofrida nos meses anteriores foi exagerada. Agora, o
mercado corrigiu, em parte.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
FIIs: indicações para o mês de outubro/15
Bom momento para se investir em FIIs. Para outubro, trocamos VRTA11 por RDRB11, pela oportunidade que esse último dá no mês de outubro. As demais indicações ficam mantidas.
RBRD11: quem comprar em outubro esse FII terá direito a um DY de 4,2% em novembro. Isso por causa de um aluguel anual que é distribuído neste mês (Ampla). Compre em outubro e venda em novembro.
FEXC11B: 1,25% de DY mensal, 14% ao ano. Muitos boatos afetaram esse fundo de papel, abrindo uma oportunidade. Há um risco, compensado pelo alto rendimento.
XPCM11: outra vítima de especulações. Por conta desses boatos, o DY já alcança 1,14% a.m., num fundo de tijolo.
RNGO11: o fundo vai ter uma elevação na vacância, que deverá alcançar 7,6% no início de 2016, caso não se consiga novos inquilinos e não surjam novas vacâncias. A queda no mês de setembro precificou um cenário mais pessimista. Seu DY continuará elevado, mantendo a atratividade.
RBRD11: quem comprar em outubro esse FII terá direito a um DY de 4,2% em novembro. Isso por causa de um aluguel anual que é distribuído neste mês (Ampla). Compre em outubro e venda em novembro.
FEXC11B: 1,25% de DY mensal, 14% ao ano. Muitos boatos afetaram esse fundo de papel, abrindo uma oportunidade. Há um risco, compensado pelo alto rendimento.
XPCM11: outra vítima de especulações. Por conta desses boatos, o DY já alcança 1,14% a.m., num fundo de tijolo.
RNGO11: o fundo vai ter uma elevação na vacância, que deverá alcançar 7,6% no início de 2016, caso não se consiga novos inquilinos e não surjam novas vacâncias. A queda no mês de setembro precificou um cenário mais pessimista. Seu DY continuará elevado, mantendo a atratividade.
FIIs: Resultado das indicações do mês de setembro/15
O mês de setembro foi péssimo para os FIIs. O IFIX acumulou uma queda de 3,98%, resultado da percepção que a crise deve atingir com força o mercado imobiliário. Vários fundos anunciaram aumento de vacância, contratos estão sendo cancelados, os revisionais podem ser desfavoráveis para os fundos, a uma previsão de queda nos proventos.
As indicações do blog para o mês de setembro não tiveram um bom desempenho, apresentando uma queda de 4,8%, superior a queda do IFIX. Apesar do alto DY dos fundos indicados, há especulação que atingiu alguns desses fundos resultou em queda nas cotações.
FEXC11B: Este fundo fechou o mês de setembro com um DY anual de 14,1% a.a. Apesar da alta da inflação, a explicação para queda de 7,7% está mais relacionada a boatos em torno dos CRIs.
VRTA11: Considerando-se os proventos para o calculo da rentabilidade, teve uma leve alta no mês de setembro, de 0,3%.
XPCM11: Há uma certa irracionalidade em torno do XPCM. Uma precificação de um revisional desfavorável, com a crise da Petrobras contaminando o fundo. Queda de 6,7%.
RNGO11: Houve o anúncio de uma vacância significativa, equivalente a 3,8% do ABL. Mas a queda foi de 5,2%, o que pode ser explicado pela perspectiva de que novas vacâncias surjam.
As indicações do blog para o mês de setembro não tiveram um bom desempenho, apresentando uma queda de 4,8%, superior a queda do IFIX. Apesar do alto DY dos fundos indicados, há especulação que atingiu alguns desses fundos resultou em queda nas cotações.
FEXC11B: Este fundo fechou o mês de setembro com um DY anual de 14,1% a.a. Apesar da alta da inflação, a explicação para queda de 7,7% está mais relacionada a boatos em torno dos CRIs.
VRTA11: Considerando-se os proventos para o calculo da rentabilidade, teve uma leve alta no mês de setembro, de 0,3%.
XPCM11: Há uma certa irracionalidade em torno do XPCM. Uma precificação de um revisional desfavorável, com a crise da Petrobras contaminando o fundo. Queda de 6,7%.
RNGO11: Houve o anúncio de uma vacância significativa, equivalente a 3,8% do ABL. Mas a queda foi de 5,2%, o que pode ser explicado pela perspectiva de que novas vacâncias surjam.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
FII: Indicações para o mês de setembro
A crise política, a ameaça de perca do grau de investimento pelo Brasil e a ameaça de aumento dos tributos afetam a todos os fundos, inclusive os de papeis. Isso nos leva a uma carteira mais equilibrada: trocamos o PLRI11, que teve um desempenho excepcional em agosto, pelo conservador RNGO11. Os demais foram mantidos, inclusive por alguns terem caído no último mês, tornando-se ainda mais atrativo.
RNGO11: se justifica por uma busca por segurança. É um fundo de tijolo, com baixa vacância (porém, crescente). Seu DY compensa e o risco é baixo.
XPCM11: Vamos insistir. O pior não aconteceu, a Petrobras não faliu e o DY do fundo está na estratosfera.
VRTA11: vai pagar em setembro R$ 1,345 em proventos/cota, com DY de 1,2244% no mês. Em 12 meses registra 12,1%, um valor excepcional.
FEXC11B: DY no último mês de 1,21%, acumulando 12,07% em 12 meses. O rendimento justifica o risco.
RNGO11: se justifica por uma busca por segurança. É um fundo de tijolo, com baixa vacância (porém, crescente). Seu DY compensa e o risco é baixo.
XPCM11: Vamos insistir. O pior não aconteceu, a Petrobras não faliu e o DY do fundo está na estratosfera.
VRTA11: vai pagar em setembro R$ 1,345 em proventos/cota, com DY de 1,2244% no mês. Em 12 meses registra 12,1%, um valor excepcional.
FEXC11B: DY no último mês de 1,21%, acumulando 12,07% em 12 meses. O rendimento justifica o risco.
Resultado das indicações do mês de agosto
Mais um mês difícil para os FIIs. O IFIX fechou o mês com uma queda de -0,82%. Muitos fundos de papel apresentaram queda e os fundos de tijolo sofrem com o aumento da inadimplência. As indicações do blog superaram o IFIX. Considerando os proventos, houve uma valorização de 0,78%. Sem os proventos, houve uma perda de -0,3%. O desempenho positivo se deveu principalmente ao PLRI11, que teve valorização de 4,9% no mês:
XPCM11: -1,27%
PLRI11: +4,86%
FEXC11B: -1,84%
VRTA11: +1,37%
XPCM11: -1,27%
PLRI11: +4,86%
FEXC11B: -1,84%
VRTA11: +1,37%
domingo, 2 de agosto de 2015
FII: indicações para o mês de agosto
Para o mês de agosto continuamos apostando em fundos de papel, em função do crescente aumento das taxas de juros e o aumento da inadimplência, que prejudica os fundo de tijolo. Voltamos a ter 4 fundos indicados. Dois fundos foram retirados, XPGA11 que apresenta problemas com um de seus CRIs e MXRF11, cujos rendimentos devem ficar num patamar inferior ao observado no primeiro semestre. Foi acrescentado o VRTA11, um bom fundo de papel, com alto DY
FEXC11B: continua muito atrativo, alto DY;
PLRI: no mes de agosto vai distribuir R$ 1,81 por cota, DY de 1,72% no mês. A liquedez pode ser baixa, mas o spread ligeiramente elevada não impede sua aquisição;
XPCM11: prédio ocupado, sem maiores riscos.Fundo desvalorizado, por conta do ocupante, Petrobras, que enfrenta problemas, mas que necessita do imóvel;
VRTA11: bom fundo de papel, um dos melhores, com carteira bem movimentada e rendimentos crescentes. O DY de 1,16% diz tudo.
FEXC11B: continua muito atrativo, alto DY;
PLRI: no mes de agosto vai distribuir R$ 1,81 por cota, DY de 1,72% no mês. A liquedez pode ser baixa, mas o spread ligeiramente elevada não impede sua aquisição;
XPCM11: prédio ocupado, sem maiores riscos.Fundo desvalorizado, por conta do ocupante, Petrobras, que enfrenta problemas, mas que necessita do imóvel;
VRTA11: bom fundo de papel, um dos melhores, com carteira bem movimentada e rendimentos crescentes. O DY de 1,16% diz tudo.
FII: Resultado das indicações do blog em julho
Julho não tivemos um bom desempenho. O IFIX teve uma alta de 0,68%, contra uma queda de -0,95% das indicações. Pesou as quedas dos fundos de papel, com exceção de PLRI11, que teve um bom desempenho. Apesar desta queda, as indicações do Blog acumulam uma alta considerável (em junho foi 6% contra 3% do IFIX).
XPCM11: 1,4%;
XPGA11: -5%,0 (Houve queda no rendimento, aliado a problemas em um dos CRIs, que teve seu pagamento suspenso);
MXRF11: -4,3%;
FEXC11B: -1,2%
PLRI11: 4,3%
Obs: o calculo dos rendimentos considera os proventos obtidos no período.
XPCM11: 1,4%;
XPGA11: -5%,0 (Houve queda no rendimento, aliado a problemas em um dos CRIs, que teve seu pagamento suspenso);
MXRF11: -4,3%;
FEXC11B: -1,2%
PLRI11: 4,3%
Obs: o calculo dos rendimentos considera os proventos obtidos no período.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Cinco FIIs para o mês de julho
Nestes mês serão cinco, e não quatro, os fundos indicados. Efetuamos a troca de FAED11B por XPCM11, buscando aproveitar uma suposta oportunidade (ou só para dizer que indicamos um fundo de tijolo). PLRI11, por sua vez, tinha que entrar, mas o que tirar? Inflação alta e juros subindo fazem a festa dos fundos de papel.
XPCM11: está rendendo quase 1% ao mês. Possui um risco elevado, mas, no momento atual, todos os fundos de tijolo possui um risco, basca controlar diversificando.
PLRI11: Um dos poucos fundos de papel que possuem um desempenho negativo no último mês e no ano. Neste mês de julho vai pagar R$ 1,44 em proventos (ante míseros R$ 0,96 do mês de junho). Com isso seu DY foi para 1,41%. Pode-se dizer que é um não recorrente, mas no acumulado de 12 meses seu DY supera a maioria dos fundos de papel, inclusive os indicados aqui. Ou seja, está barato.
MXRF11: apesar de todas as altas, ainda está atrativo. Fundo de risco elevado e gestão não muito confiavel, por enquanto segue indicado, aproveitando a "onda".
XPGA11: os resultados começão a aparecer, com espaço para subir;
FEXC11B: rendendo 1,2% ao mês, é difícil de tirar da carteira. É daqueles que quanto mais a crise, mais atrativo fica.
XPCM11: está rendendo quase 1% ao mês. Possui um risco elevado, mas, no momento atual, todos os fundos de tijolo possui um risco, basca controlar diversificando.
PLRI11: Um dos poucos fundos de papel que possuem um desempenho negativo no último mês e no ano. Neste mês de julho vai pagar R$ 1,44 em proventos (ante míseros R$ 0,96 do mês de junho). Com isso seu DY foi para 1,41%. Pode-se dizer que é um não recorrente, mas no acumulado de 12 meses seu DY supera a maioria dos fundos de papel, inclusive os indicados aqui. Ou seja, está barato.
MXRF11: apesar de todas as altas, ainda está atrativo. Fundo de risco elevado e gestão não muito confiavel, por enquanto segue indicado, aproveitando a "onda".
XPGA11: os resultados começão a aparecer, com espaço para subir;
FEXC11B: rendendo 1,2% ao mês, é difícil de tirar da carteira. É daqueles que quanto mais a crise, mais atrativo fica.
FII: Resultados do mes de junho
Mais um mês de forte alta, com o IFIX subindo 3,03%. Já nossas indicações renderam 6,20% (5,05% sem os proventos). Tinhamos optado por uma carteira concentrada em fundos de papel, e todos tiveram um desempenho excepcional. Não há muito o que comentar: inflação e juros em alta fazem a festa dos fundos de papel. Os de tijolo também tiveram bom desempenho, mas esses são mais afetados pela crise economica. Prova disso é a vacância que começa a surgir em alguns fundos (PRSV, TRXL e outros), aumentando o risco. Os números, considerando os proventos no preço:
FAED11B: 6,66%
MXRF11: 5,28%
FEXC11B: 5,14%
XPGA11: 7,71%
Para o mês de julho vamos manter a estratégia, privilegiando os fundos de papel. Para esses, quanto maior a crise, melhor. Trocaremos FAED11B por XPCM11 (a Petrobrás não vai quebrar, nem deixar de explorar a bacia de Campos).
FAED11B: 6,66%
MXRF11: 5,28%
FEXC11B: 5,14%
XPGA11: 7,71%
Para o mês de julho vamos manter a estratégia, privilegiando os fundos de papel. Para esses, quanto maior a crise, melhor. Trocaremos FAED11B por XPCM11 (a Petrobrás não vai quebrar, nem deixar de explorar a bacia de Campos).
segunda-feira, 1 de junho de 2015
FII: indicações para o mês de junho
Os efeitos negativos provocados pelas mudanças ocorridas no ano passado no calculo do IR pago pelos fundos, e consequentes retenções, e na fórmula de calculo dos proventos parecem finalmente superados. O resultado foi uma euforia que permitiu a recuperação de diversos fundos. Junho deve ser um mês calmo, sem muitas novidades. Nossa carteira sugerida terá uma única mudança, a troca de EDGA11B por FAED11B.
FAED11B: Este fundo anunciou para esse mês o pagamento de rendimentos retroativos, uma bolada, mais isso não é o motivo de sua indicação. Passado o período da subscrição, esperamos que o fundo volta a sua trajetória altista.
MXRF11: mesmo com a alta do último mês, seu DY continua nas alturas. Vai se beneficiar com a recuperação de diversos fundos que estão na sua carteira;
FEXC11B: mesmo que haja queda no valor dos proventos, vai continuar com um altíssimo DY;
XPGA11: finalmente começou a corrigir algumas distorções nas cotações. Com muito espaço para subir.
FAED11B: Este fundo anunciou para esse mês o pagamento de rendimentos retroativos, uma bolada, mais isso não é o motivo de sua indicação. Passado o período da subscrição, esperamos que o fundo volta a sua trajetória altista.
MXRF11: mesmo com a alta do último mês, seu DY continua nas alturas. Vai se beneficiar com a recuperação de diversos fundos que estão na sua carteira;
FEXC11B: mesmo que haja queda no valor dos proventos, vai continuar com um altíssimo DY;
XPGA11: finalmente começou a corrigir algumas distorções nas cotações. Com muito espaço para subir.
domingo, 31 de maio de 2015
FII: Resultado das indicações do mês de maio
Mas um mês com bons resultados nas indicações. O IFIX, índice que mede a variação de um conjunto de FIIs ficou em 1,43%. Pesou para o bom desempenho a alta registrada nos fundos de papéis, que estão sendo beneficiados pela elevação dos juros e da própria inflação. Já os fundos de tijolo tiveram, no geral, um desempenho excepcional, mas com os resultados de alguns grandes fundos, como o BRCR, TRNT e AGCX, contribuindo para que o IFIX não refletisse esse desempenho.
Das indicações do blog, todos tiveram um desempenho acima da média. Contando com os proventos, a variação positiva foi de 5,07%. Desconsiderando os proventos, a variação foi de 3,89%. Mais do que escolher os melhores, foi uma questão de fugir de fundos problemáticos.
EDGA11B: alta de 5,4%. Sem surpresas desta vez.
MXRF11: alta de 5,1%. DY estratosférico.
FEXC11B: alta de 4,1%. Um desempenho um pouco mais modesto;
XPGA11: alta de 5,8%. Será o início da arrancada?
Das indicações do blog, todos tiveram um desempenho acima da média. Contando com os proventos, a variação positiva foi de 5,07%. Desconsiderando os proventos, a variação foi de 3,89%. Mais do que escolher os melhores, foi uma questão de fugir de fundos problemáticos.
EDGA11B: alta de 5,4%. Sem surpresas desta vez.
MXRF11: alta de 5,1%. DY estratosférico.
FEXC11B: alta de 4,1%. Um desempenho um pouco mais modesto;
XPGA11: alta de 5,8%. Será o início da arrancada?
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