O rali do FII’s prosseguiu no mês de setembro, em grande
medida pela perspectiva de queda nas taxas de juros. Apesar do IFIX estar no
topo nominal, ao se descontar a inflação percebe-se que ainda há um longo
caminho para o topo real, o que só seria possível com taxas de juros abaixo de
10% a.a. e uma vacância muito baixa, algo fora da realidade atual. Ou seja, o
IFIX reflete no momento uma visão otimista da economia. Neste quadro, optamos
por uma carteira relativamente conservadora, com ativos que ainda não tenha
incorporado esse otimismo do mercado.
BMLC11B: entra no lugar de BBFI11B, que foi contaminado pelo
otimismo do mercado. Trata-se de um fundo com poucos imóveis, vacância moderada,
risco moderado, baixa liquidez, baixo P/VP, meio esquecido pelo mercado. Sua
indicação se justifica por ainda não ter incorporado o otimismo do mercado;
CPTS11B: esse fundo sofreu o impacto da subscrição em
setembro. Neste mês de outubro ainda pode sofrer com as vendas realizadas por
quem subscreveu, mas a tendência é que sofra uma alta significativa (basta
observar o que ocorreu com VRTA11 depois da subscrição). Continua sendo uma
pechincha;
JSRE11: ainda negociado abaixo do valor patrimonial,
reagindo aos pontos;
XPCM11: aos poucos o mercado perde o medo deste fundo.
Continua com sua cotação subindo de forma consistente, buscando o valor justo.
