domingo, 2 de outubro de 2016

Indicações para outubro

O rali do FII’s prosseguiu no mês de setembro, em grande medida pela perspectiva de queda nas taxas de juros. Apesar do IFIX estar no topo nominal, ao se descontar a inflação percebe-se que ainda há um longo caminho para o topo real, o que só seria possível com taxas de juros abaixo de 10% a.a. e uma vacância muito baixa, algo fora da realidade atual. Ou seja, o IFIX reflete no momento uma visão otimista da economia. Neste quadro, optamos por uma carteira relativamente conservadora, com ativos que ainda não tenha incorporado esse otimismo do mercado.

BMLC11B: entra no lugar de BBFI11B, que foi contaminado pelo otimismo do mercado. Trata-se de um fundo com poucos imóveis, vacância moderada, risco moderado, baixa liquidez, baixo P/VP, meio esquecido pelo mercado. Sua indicação se justifica por ainda não ter incorporado o otimismo do mercado;

CPTS11B: esse fundo sofreu o impacto da subscrição em setembro. Neste mês de outubro ainda pode sofrer com as vendas realizadas por quem subscreveu, mas a tendência é que sofra uma alta significativa (basta observar o que ocorreu com VRTA11 depois da subscrição). Continua sendo uma pechincha;

JSRE11: ainda negociado abaixo do valor patrimonial, reagindo aos pontos;

XPCM11: aos poucos o mercado perde o medo deste fundo. Continua com sua cotação subindo de forma consistente, buscando o valor justo.

8 comentários:

PAINEL DE CONTROLE disse...

Poderia explicar o que acontece com a pessoa que não participa da subscrição? Se ela perde alguma coisa com isso. Obrigado.

Paulo Vieira disse...

Depende das condições da subscrição, se o valor por cota a ser subscrito for muito abaixo do valor patrimonial do fundo, há uma perda para quem não subscreveu, porque haverá redução do valor patrimonial. No caso de CPTS o VP está a R$ 101, é uma diferença mínima em ralação ao valor da subscrição R$ 100, não ter participado foi apenas uma oportunidade perdida. Se, o VP estivesse R$ 110, aí haveria uma perda de rendimento no futuro, pois os proventos por cota provavelmente seriam menores.

PAINEL DE CONTROLE disse...

Valeu eu tenho esse fundo mas não analiso muito afinal no final sobra para o pequeno pagar a conta então diversifico e não analiso muito. Se eu tivesse prestado atenção teria participado dessa subscrição vou tentar acompanhar melhor afinal esse fundo é muito bom. Veja o GRVL11 no final do mês teve grandes vendas na faixa de 1000 e agora caiu para 900 se for olhar direito vai ver que alguém obteve uma informação privilegiada. Obrigado e você é o mestre nas análises de FIIs mas acho que você ganharia mais analisando empresas não? Afinal em FIIs tem que pagar IR e em ações até um certo valor o lucro é todo seu sem ter que dividir com os comunistas.

Blog Viver de Construção disse...

Ola Abaco.

Boas indicacoes, nao conhecia o Brascan Lajes Corp. Vou dar uma olhada.

O problema deste otimismo todo è justamente o cenario de possiveis vacancias a frente.

Valeu Paulo. Tenha um excelentes mes

Paulo Vieira disse...

Esse problema que ocorreu no GRVL11 é gravissímo. Existiam ordens de quase meio milhão de uma única pessoa, e era a única pessoa que estava vendendo. Está muito na cara.

Analisar FIIs é mais fácil do que ações. É um único segmento, com fatores relativamentes simples como taxa SELIC e VP do fundo. De fato, com ações tem uma isenção verdadeira do IR, se as vendas não superarem os R$ 20 mil, mas aqui entram outros fatores, como dólar, a imensa quantidade de setores a analisar, etc. Hj eu tenho mais da metade de meus investimentos em ações, mas não me sinto em condições de dar dicas em ações, principalmente porque exigiria um tempo colossal se fosse para fazer direito.

Em relação as vacância, acho que o momento agora é olhar com carinho os fundos que já tiverem revisionais negativos, com SDIL, o próprio GRVL, até SPTW, porque reduziram muito o risco.

rodrigo lima disse...

Boa noite amigo, não preocupa no curto prazo essas revisões de contratos que vão acontecer não?

Paulo Vieira disse...

Rodrigo Lima, no caso do BMLC, já existe uma vacância e o valor da cota ja precifica o risco. XPCM já teve um revisional negativo e não há perspectivas de novos revisionias. Nos que citei nos comentários, SDIL, SPTW, GRLV passaram recentemente por revisionais negativos e concessão de descontos aos inquilinos. A tendência a partir de agora é investir, no caso de fundos de tijolo, naqueles que passaram por revisionais negativos ou com vacância elevada, mas com imóveis com capacidade de recuperar a ocupação (caso do BMLC).

rodrigo lima disse...

Valeu. Era sobre a bmlc mesmo pois estava vendo que ainda tem outras revisionais para acontecer